Hicks, Arquidiocese e ArchCare aderem à ação sobre obrigações impostas pela lei de Nova York; decisão provisória não encerrou litígio.
O arcebispo de Nova York, Dom Ronald Hicks, juntou-se à ação judicial de instituições e congregações religiosas católicas contra obrigações relacionadas à lei de auxílio médico à morte no Estado de Nova York. O anúncio foi divulgado em 30 de outubro pelo escritório de advocacia Becket, representante dos autores, e incluiu também a Arquidiocese de Nova York e a organização católica de saúde ArchCare.
A ação Carmelite Sisters for the Aged and Infirm v. James questiona disposições que, segundo os demandantes, poderiam obrigar serviços de saúde católicos a aconselhar, encaminhar ou colaborar em procedimentos de suicídio assistido contrários às suas convicções. Além de religiosas carmelitas, participam outras instituições de assistência e saúde. A adesão da arquidiocese é o fato novo de 30 de outubro; o processo, porém, havia começado anteriormente.
Becket informou que, em 30 de julho, o Estado concordou com proteção provisória de parte dos autores da ação. A entrada de Hicks e da ArchCare busca ampliar essa proteção, mas a medida cautelar não corresponde a uma decisão final sobre toda a lei. Não há comprovação, na comunicação examinada, de revogação legislativa ou encerramento definitivo do litígio.
O arcebispo argumentou que a missão católica de assistir doentes e pessoas vulneráveis é incompatível com colaborar intencionalmente para provocar a morte. A ArchCare administra serviços de cuidado prolongado, hospice e atendimento de pacientes em situações clínicas complexas. Para os autores, uma política que obrigasse tais instituições a facilitar o acesso à morte medicamente assistida violaria sua liberdade religiosa.
A posição da Igreja Católica em matéria moral é distinta do debate processual americano: seu ensinamento rejeita o suicídio assistido e a eutanásia, ao mesmo tempo que defende cuidados paliativos, alívio proporcional da dor e acompanhamento compassivo das pessoas gravemente enfermas. Os termos legais discutidos no processo devem ser lidos nos documentos judiciais; as descrições publicadas pelo escritório Becket representam a tese da parte demandante.
A nova adesão reforça a disputa judicial entre liberdade de consciência institucional e obrigações previstas pela lei estadual. A decisão sobre o mérito e o alcance final das proteções dependerá dos tribunais.
Fontes
Becket, comunicado institucional de 30/10/2026: https://becketfund.org/media/archbishop-hicks-joins-nuns-in-lawsuit-challenging-new-yorks-assisted-suicide-mandate/
Santa Sé, Samaritanus bonus, carta sobre cuidado de pessoas nas fases críticas da vida (2020): https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20200714_samaritanus-bonus_po.html
Imagem: Capela do Kahl Home, serviço assistencial das carmelitas em Iowa; fotografia contextual, não da ação judicial em Nova York. — Ilustração editorial do Scriptorium Fidei.


